Um grande e sábio guerreiro japonês chamado Nobunaga decidiu atacar o exército inimigo. Apesar de ele ter apenas um décimo do número de homens do exército oponente, tinha esperança na vitória pois Nobunaga confiava na qualidade da sua estratégia e na eficácia das suas tácticas de guerra. O grande problema estava nos seus soldados, cheios de dúvidas e receios à vista do tamanho descomunal do inimigo, muitos deles recusando-se a combater por acharem que nem valia a pena.
Então Nobunaga disse aos seus homens: Vou ao templo rezar e pedir conselho. Faço o seguinte: se sair cara, é porque o destino nos reserva a vitória e, então, podemos ir para o combate sem medo. Se sair coroa, é porque vamos perder e, então, desistimos da batalha.
Assim foi e saiu cara. Os soldados, entusiasmados com a boa sorte que o destino lhes reservava, lutaram com tanto ardor e determinação que, apesar da posição desvantajosa, conseguiram sair vitoriosos.
No final da batalha, o ajudante de Nobunaga, orgulhoso na vitória, comentou com o grande chefe guerreiro: Ninguém pode mudar a força do destino. Com tão poucos homens e, mesmo assim, ganhamos.
Então Nobunaga, sem nada lhe responder, sorriu apenas e, em segredo, contemplou as duas faces da moeda da sorte utilizada no templo. Ambas eram cara, pois a moeda tinha sido por ele previamente duplicada, possuindo a cara impressa nos dois lados.
Conto Zen (adaptado por moi-même)